terça-feira, 14 de abril de 2015

Peixe - Boi - Marinho

peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), também conhecido como manati,manatimmanaí e vaca-marinha, é uma espécie de peixe-boi da família dos triquecídeos que pode ser encontrada do litoral dos Estados Unidos até o Nordeste do Brasil. Tais animais chegam a medir até 4 metros de comprimento. É o mamífero aquático mais ameaçado no Brasil. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos-CMA coordena, executa e promove estudos, projetos e programas de pesquisa e manejo para conservação de mamíferos aquáticos, atuando principalmente sobre as espécies ameaçadas e migratórias. Sediado na Ilha de Itamaracá-PE, o CMA atua em todo o território nacional, através das bases avançadas nos Estados de Alagoas (Porto de Pedras), Maranhão (São Luís), Pará (Belém), Piauí (Cajueiro da Praia), Santa Catarina (Florianópolis) e Pernambuco (Fernando de Noronha).
O CMA coordena a implementação dos quatro Planos de Ações de Mamíferos Aquáticos do ICMBio (Sirênios, Grandes Cetáceos e Pinípedes, Pequenos Cetáceos e Toninha), além de promover cursos, seminários, reuniões técnicas e eventos de divulgação e intercâmbio científico relacionados ao tema. O Centro mantém importantes projetos, como o peixe-boi-marinho, na sua Sede em Pernambuco, onde se encontra também o Parque Temático Mamíferos Aquáticos, o primeiro parque temático relacionado a mamíferos aquáticos no Brasil, gerido em parceria pelo CMA/ICMBio e pelo Instituto Mamíferos Aquáticos(IMA).
"Manati" se originou do termo caraíba mana'ti.

domingo, 12 de abril de 2015

Ararinha - Azul

ararinha-azul (nome científico: Cyanopsitta spixii, do grego: kuanos, "azul-piscina; ciano" + do latim: psitta, "papagaio"; e spixii, em homenagem a Johann Baptist von Spix) é uma espécie de ave da família Psittacidae endêmica do Brasil. É a única espécie descrita para o gênero Cyanopsitta. Outros vernáculos associados a esta espécie são arara-azul-de-spixarara-do-nordeste e arara-celeste. Habitava matas de galeria dominadas por caraibeiras associadas a riachos sazonais no extremo norte do estado da Bahia, ao sul do rio São Francisco. Todos os registros históricos para a espécie estão localizados nos municípios de Juazeiro e Curaçá na Bahia, com apenas relatos da presença da ave nos estados de Pernambuco e Piauí.
A ave mede cerca de 57 centímetros de comprimento e possui uma plumagem azul, variando de tons pálidos a vividos ao longo do corpo. Pouco se conhece sobre sua ecologia e comportamento na natureza. Sua dieta consistia principalmente de sementes de pinhão-bravo e faveleira. A nidificação era feita em caraibeiras, em ocos naturais ou feitos por pica-paus. O período de reprodução estava associado a época das chuvas.
Em decorrência do corte indiscriminado de árvores da caatinga e do tráfico ilegal, a população se reduziu até restar um único indivíduo que desapareceu em 2000/2001. Está seriamente ameaçada de extinção, existindo somente 73 exemplares em cativeiro, e declarada extinta na natureza pelo governo brasileiro. Entretanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) ainda a classifica como "em perigo crítico", possivelmente "extinta na natureza".
Em outubro de 2014, o Brasil registrou o nascimento de duas Ararinhas-azul em um centro de conservação do interior de São Paulo após 14 anos sem registros de nascimentos no País, de acordo com o Instituto Chico Mendes (ICMBios), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
Os pássaros resultam de um trabalho de pesquisadores para para aumentar a população desses animais na natureza.
De acordo com o governo brasileiro existem 92 exemplares em cativeiro dos quais apenas 11 estão no Brasil.